Renato (Tato) Giovannoni é um homem com algo de renascentista. Nascido no Panamá, uma pequena cidade na costa argentina, esse urso alegre trabalha desde os 12 anos, quando ajudava lavando pratos no restaurante do seu pai. Aos 18, ele se mudou para Buenos Aires para aprender design gráfico. Durante esse período, ele trabalhou a maioria das noites como barman em boates da cidade para ganhar um dinheiro extra e, quando terminou os estudos,
foi selecionado pelo Gran Bar Danzon, um dos melhores e mais populares bares de Buenos Aires. Foi lá que ele aprendeu o negócio de coquetéis e, por fora, fazia branding ajudando outras pessoas a criarem seus projetos.

Em 2013, Giovannoni montou seu próprio bar, o Floreria Atlantico, que imediatamente entrou na lista das 50 Melhores Bares do mundo, e lançou três bebidas no mercado – o gin Principe de Los Apostoles e o mix de cervejas Pulpo Blanco, com tônica e gengibre. Ele sente que ter estudado publicidade o deu uma boa perspectiva.

 

“Eu preciso achar um conceito em tudo, sem isso eu simplesmente não consigo trabalhar. Eu tiro inspiração de muitas coisas – amor, chuva, oceano, imigração, cidades, pessoas e canções. Eu levei mais de 10 anos para terminar a receita de alguns coquetéis!”, diz.

 

 

Giovannoni se mudou para o Rio de Janeiro em 2014 para abrir um bar novo na praia da Barra, chamado Atalântico, e agora divide seu tempo entre a Argentina e o Brasil. Ele está no processo de lançamento do novo gin Amazzaoni, que é produzido, em uma fazendo de 300 anos no estado do Rio de Janeiro e influenciado por ingredientes provenientes da floresta amazônica. Giovannoni, que desenvolveu o gin com dois parceiros brasileiros, Arturo Isola e Alexandre Mazza, explica o processo:

 

Amázzoni Gin

 

“No primeiro dia de trabalho, eu lembro de ter ido na casa do Alexandre, onde ele estava esperando com Arturo e 34 botânicos, a maioria deles do Amazonas. Desde o início queríamos criar um gin com corpo britânico e alma muito brasileira. Adoro o desafio de vir para um país que não é meu e experimentar com botânicos para aprender com eles e entender como alguns sabores podem trabalhar juntos”.

 

Amázzoni Gin

 

Quanto ao futuro, Giovannoni está ocupado como sempre, mirando em exportar seus produtos ao redor do mundo.”Eu gosto de estar ativo e criando, então estou lançando duas cervejas na Argentina, além de um vermute seco e um doce em colaboração com Matias Michelin, um dos melhores produtores de vinho da Argentina, que está voltando à cena. Gostaria também de expandir o conceito de bar Atlântico, com bares em outros países, como
EUA ou Europa”.

 

Alexandre Mazza, Tatto Giovannoni, Arturo Isola, os alquimista
Alexandre Mazza, Tatto Giovannoni, Arturo Isola, os alquimistas

 

Fotografia: Acervo Amázzoni Gim